
"Diz a tal lenda que, dez séculos atrás apareceu grávida a filha do chefe de uma tribo instalada na região onde fica hoje Santarém, no Pará. O cacique onfendidíssimo exigiu que a filha lhe revelasse o nome de seu parceiro de amor. Mesmo sob ameaça de morte, porém, a jovem permaneceu inflexível. Inclusive jurou ao pai que nenhum homem jamais lhe fizera mal algum. Certa noite num sonho, um homem branco assegurou ao chefe que a filha dissera a verdade - e lhe implorou que não sacrificasse a garota. Impressionado, o cacique poupou a filha. Enfim, depois de completadas nove luas cheias, a jovem pariu uma menina lindíssima, de pele absurdamente alva, a quem chamou de Mani. Em pouco tempo se espalhou a notícia do nascimento de tão formosa e diferente criatura. Até nas nações vizinhas Mani foi adorada como uma enviada dos céus. Um ano depois, Mani já falava e corria precocemente. Todavia morreu de repente, sem dores e sem sintoma de doença. A mãe decidiu enterrá-la em sua própria oca - e como era o costume entre seu povo, diariamente passou a regar a sepultura da criança. Determinada manhã, ao acordar, a jovem descobriu que na cova surgira uma plantinha e por se tratar de um vegetal desconhecido, ninguém ousou arrancá-lo. A planta porém, medrou e produziu frutos, que pássaros comeram até se embriagarem, felizes. Um dia, na oca de Mani, subitamente a terra se fendeu, dela surgindo uma raiz no formato do corpinho de uma criança. Para honrar o fenômeno, os nativos assaram e saborearam a raiz, que se transformou em seu alimento mais querido e mais dileto."
Uma das versões do surgimento de um dos mais brasileiros sabores.
Boas!
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