
Para encher o prato nosso de cada dia precisamos sacrificar muitos e muitos animais e nem todos são criados ou sacrificados como deveriam, além disso temos a poluição ambiental causada pela falta de capacitação e educação de muitos de nossos criadores e matadouros. Mas em alguns lugares desse nosso imenso País algo está mudando, a cobrança por melhores condições aos animais que nos servirão de alimento está ficando cada vez maior, seja pela vontade de exportação dos grandes frigoríficos para mercados mais exigentes ou mesmo por uma conscientização dos novos consumidores locais exigindo mudanças, muitos procedimentos estão sendo revistos. E não é porque muitos de nós humanos comem e adoram carne que devemos estimular sádicos ou até não se importar com métodos cruéis nas fazendas e sítios ou nos frigoríficos. A maior das questões é que o número de bocas a ser alimentada aumenta dia a dia, e isso pode acabar sufocando as cidades, os estados, os países e o planeta. Que tal se cada um der uma ajuda e dimuirmos um pouco nosso ímpeto de saborear as deliciosas proteínas animais, deixando-as somente para o fim de semana ou alternando os dias da semana em que elas entram no menu. Podemos também optar pelas marcas que se comprometem com o bem estar dos animais e com nosso futuro, principalmente os pequenos produtores e cooperativas. E não podemos esquecer que também somos campeões mundiais no uso de agrotóxicos e por isso devemos incentivar cada vez mais o plantio e consumo dos orgânicos, lembrando que quanto mais comprarmos, mais o seu preço de venda tende a cair.
Nosso consumo:
_40 milhões de bovinos
_30 milhões de suínos – 70% para consumo local - 14 quilos por ano per capta
_4 a 5 bilhões de frangos - 80% para o consumo o local - 42 quilos por ano per capta
Boas!








"A predileção portuguesa pelo porco é conhecida e secularíssima. Não há alimento mais elogiado nem material que forneça maior número de pratos. O porco faz a festa. Porco do Natal. Na Espanha, diz Júlio Camba, para la mayoria de nuestros campesinos, el cerdo es como un miembro de la familia que se cria de parigual con los chicos. Os alemães rezam pela mesma cartilha. Antes de 1939, cada alemão consumia anualmente 29,6 quilos de carne de porco. Ich habe Schwein não se traduz eu tenho um porco, mas eu tenho sorte. Um porquinho de marfim é valiosa mascote. Diante de um lombo assado de porco, de um legítimo Schweine Braten, minhotos, alemães e galegos caem em puro êxtase, aliás justificado." 
