
Os impostos que incidem sobre os alimentos e produtos industrializados são incrivelmente absurdos. O valor final da mercadoria chega a ser até 2, 3 vezes maior que o preço real sem o imposto, seja qual mercadoria for, do quilo de açúcar ao carro zero. As câmaras de dirigentes lojistas realizam em shoppings de muitas capitais, pequenas feiras que vendem produtos cedidos pelas próprias lojas, pelo preço sem o imposto, uma forma de mostrar ao consumidor final que o imposto na maioria da vezes é muito maior do que a margem de lucro dos comerciantes. Quando se trata de importados então, os preços são hipervalorizados. Sem contar o fato que muitos insumos simplesmente não são encontrados, pois devido a baixa procura, ninguém tem o interesse de enfrentar toda a burocracia para trazê-los até nós. E quem os traz, faz o preço, pois não há similares nem concorrentes. Isso nos leva até o problema abordado em uma ótima reportagem produzida pela Folha; a importação ilegal feita pelos próprios chefs ou restaurantes. São as pequenas e potentes trufas, o longínquo caviar, o inigualável presunto de Parma, as deliciosas chouriças portuguesas e espanholas e até delicados temperos que nem são tão caros assim, mas simplesmente não exstem aqui. O que fazer? Pagar o preço superfaturado e repassá-lo ao cliente ou arriscar o pescoço e trazer na mala para poder ter um preço final menos assustador para os padrões nacionais. Leia antes que cometa um crime.
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