No comecinho da década de 90, quando já estava quase para completar minhas três décadas, uma grande amiga com nome de flor e com quatorze anos de vida a menos do que eu me pegou pela mão, me pagou uma pipoca (saboreada fora da sala de exibição, lógico) e me levou para assistir um desenho tcheco da década de 60. Claro, falado em tcheco, mas com salvadoras legendas, só que as legendas eram em inglês. Mas além da pipoca, ganhei 91 minutos deliciosos de uma linda fábula sobre um gato, um gato que não era famoso pelas suas botas, mas pelos seus óculos. Nunca mais me esqueci desse raro filme: Um Dia, Um Gato. Assisti algumas outras vezes depois dessa, sozinho ou levando alguém para dividir a pipoca, foram todas excelentes sessões. Além disso, essa grande amiga com nome de flor tinha um forte laço com a gastronomia, seu pai era criador de trutas em Visconde de Mauá e proprietário do expressivo Truta Rosa, um singular restaurante com um aquário que passeava por ele, cheinho dos lindos peixes e que tinha na fachada uma enorme janela no formato de truta. Por tudo isso sempre tive um grande carinho pela amiga e pelo filme, já que gosto muito de gatos e de trutas. Os gatos de preferência no sofá, e as trutas de preferência com amêndoas. Na hora de escolher um nome para o blog, toda essa história se fez presente e esse nome me pareceu adequado para a deliciosa tarefa de discorrer por, entre e sobre a gastronomia. Então apresento-lhes: Um Dia, Um Gosto. Esforçarei-me ao máximo para deixar os preconceitos de fora dessa cozinha. Aqui além de equipamentos, utensílios e temperos, indicarei desde o ótimo pastel de moela do boteco copo sujo de uma esquina perdida do centro que é decorado com aqueles velhos e clássicos azulejos já não mais tão azuis, até a caprichada Coquilles Saint-Jacques do legítimo bistrô francês pilotado por um Mané e perdido lá pelo norte da ilha. E para molhar a garganta, desde a perfumada e bem feita schnaps do Herr Ivo, que é degustada a beira rio com aquele barulhinho de correnteza numa cadeira de madeira feita por ele mesmo, até o dispendioso, famoso e borbulhante elixir francês de Dom Perignon, servido em alguma varanda com privilegiada vista para o mar.
‘A questão fundamental é o amor, não são lipídios, proteínas, glicose, etc.; mas a alegria que proporcionamos a quem vamos alimentar.’ Toda cozinha ou cozinheiro que trabalhe com essa essência, merece nosso respeito, nossa atenção e por que não, nossos reais. A partir de agora estarei sempre por aqui, te aguardando para trocarmos idéias, receitas ou indicações.
‘A questão fundamental é o amor, não são lipídios, proteínas, glicose, etc.; mas a alegria que proporcionamos a quem vamos alimentar.’ Toda cozinha ou cozinheiro que trabalhe com essa essência, merece nosso respeito, nossa atenção e por que não, nossos reais. A partir de agora estarei sempre por aqui, te aguardando para trocarmos idéias, receitas ou indicações.
Primeiro Gosto (ou primeiros desejos): em casa, geralmente as sextas, a linda abobrinha recheada da minha querida Vovó. Fora de casa, aos sábados, a aventura de atravessar a cidade de ônibus com os pais, atrás da clássica pizza de mozarela com tomates italianos da Chácara Souza. Lembranças...
Valeu pela visita!
Até a próxima!
Bons Temperos!
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